Decisão de Moro prova que Lula sofreu interdição política, diz advogado do ex-presidente

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Foto: Montagem Livramento Manchete

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula nos processos da Lava Jato em Curitiba, disse na última quinta-feira (01) que a confirmação de Sergio Moro como ministro de Jair Bolsonaro é prova de que o expresidente foi preso “com o claro objetivo de interditá-lo politicamente”. Em nota, Zanin afirma que, diante da decisão de Moro, a defesa “tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente”.

“A formalização do ingresso do juiz Sergio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU”, afirmou o advogado. “Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente.

É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.” Zanin, que sempre teve a estratégia de tratar Moro como um adversário político de Lula, repetiu em reiteradas ocasiões que o magistrado agia com imparcialidade em seus julgamentos. Em todos os processos, o advogado pediu que Moro fosse considerado suspeito, por ter participado de eventos ao lado de políticos opositores de Lula e divulgados áudios de escutas do petista com a ex-presidente Dilma Roussef.

Tanto o próprio Moro como os juízes do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) vêm negando os pedidos de Zanin. Moro foi confirmado como chefe de um “superministério” da Justiça e Segurança Pública após reunião com o presidente eleito Bolsonaro pela manhã. Segundo Bolsonaro, ele ficará em uma pasta ‘turbinada’, que também agregará parte do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), hoje subordinado ao Ministério da Fazenda. Fonte:Folha de São Paulo.

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